Tudo posso naquele que me fortalece. (Filipenses 4:13)

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Argentina e Paraguai concordam em revisar tarifa externa comum do Mercosul


Comunicado foi feito uma semana após Brasil e Argentina anunciarem acordo para reduzir taxa em 10%. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, em discurso na cúpula do Mercosul Isac Nóbrega/PR A Argentina e o Paraguai se mostraram favoráveis a revisar a tarifa externa comum do Mercosul, um tema que é alvo de controvérsia dentro do bloco, informaram os ministérios das Relações Exteriores dos dois países, em um comunicado conjunto. Os chanceleres de Argentina, Santiago Cafiero, e Paraguai, Euclides Acevedo Candia, afirmaram que "a revisão da tarifa externa comum é um elemento central para a atualização do bloco", que também é integrado por Brasil e Uruguai, segundo nota publicada após a reunião de quinta-feira (14) à noite em Buenos Aires. A redução da tarifa externa comum às importações de países terceiros, que atualmente é de entre 13% e 14%, em média, tem sido alvo de disputa nos últimos anos no Mercosul, entre os que desejam uma redução substancial, como Brasil e Uruguai, e os que resistem, principalmente a Argentina. Contudo, há uma semana, Brasil e Argentina anunciaram um acordo para reduzir em 10% a tarifa, uma proposta que deve ser aprovada pelos outros dois países-membros: Paraguai e Uruguai. Nos últimos tempos, outro assunto polêmico no Mercosul é a proposta, defendida especialmente pelo Uruguai, para negociar individualmente acordos comerciais com países terceiros. Logo após a reunião de ontem, Cafiero e Acevedo assinalaram que o Mercosul "é a plataforma para a internacionalização de ambos os países, através de acordos comerciais, com a presença de todos os Estados-parte do bloco".

O que a venda de lojas do Extra ao Assaí diz sobre a estratégia das redes de supermercados


Com a queda do poder de compra dos brasileiros, redes apostam em atacarejos pela oferta de preços mais baixos e em mercados de bairros pela conveniência. Grupo Pão de Açúcar (GPA) fechou a venda de 71 pontos comerciais da bandeira Extra Hiper para o Assaí Divulgação / Assaí Com as crises que atingiram o Brasil nos últimos 10 anos, incluindo a provocada pela Covid-19, as grandes redes de supermercados do país estão mudando suas estratégias para crescer num cenário de retomada lenta da economia. Entre as apostas para expansão estão os atacarejos e os mercados de bairros. Na quinta-feira (14), por exemplo, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) fechou a venda de 71 pontos comerciais da bandeira Extra Hiper para o Assaí e anunciou que deixará de operar com o modelo de hipermercado no Brasil. Redes de supermercados estão mudando as estratégias para atrair os consumidores Os motivos são a queda do poder de renda dos brasileiros e a crise provocada pela Covid-19 Na quarta-feira (14), GPA fechou a venda de 71 pontos da bandeira Extra Hiper para o Assaí Entre as apostas estão os atacarejos e os mercados de bairros Os atacarejos atraem os consumidores pelos descontos nas compras Já os mercados de bairro são relevantes pela conveniência e ganharam mais evidência durante a pandemia Segundo Jorge Faiçal, CEO do GPA, a saída do segmento de hipermercado vai intensificar o foco e a aceleração da expansão dos negócios de maior rentabilidade da companhia "por meio dos segmentos premium e de proximidade", por meio das bandeiras Pão de Açúcar, Minuto e Mercado Extra. O Assaí abriu 150 lojas na última década, sendo 25 conversões de unidades do Extra Hiper. Empobrecimento, arrocho salarial, juros mais altos: entenda os efeitos da inflação de dois dígitos na economia e na sua vida Comida, gasolina, conta de luz: por que está tudo tão caro no Brasil? Brasileiros empobrecidos: PIB per capita deve fechar o ano ainda 7,5% abaixo do pico de 2013 O Carrefour Brasil também entrou no segmento de atacarejos, ao comprar 30 lojas da rede Makro no Brasil em 2020 por R$ 1,95 bilhão. Em junho deste ano, a companhia afirmou que 28 das 29 lojas foram convertidas para sua bandeira de atacarejo Atacadão e que a restante foi reformada para servir de "atacado de entrega pelo Atacadão". O Carrefour também anunciou em fevereiro acordo para compra da totalidade das ações do Grupo Big Brasil (ex-Walmart Brasil) por R$ 7,5 bilhões. Em comunicado, a rede de origem francesa disse que a aquisição do Grupo BIG "expandirá a presença do Carrefour Brasil em regiões onde tem penetração limitada, como o Nordeste e Sul do país, e que oferecem forte potencial de crescimento". Com a aquisição, o Carrefour Brasil passará a administrar a bandeira Sam's Club, através de um contrato de licenciamento com o Walmart. Vale lembrar que a empresa também detém a bandeira Carrefour Bairro. Descontos e conveniência Apesar do crescimento no número de atacarejos pelo país nos últimos meses, Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), afirma que o modelo existe desde a década de 1960 e atrai quem quer economizar comprando em grandes quantidades. Com a queda do poder de compra dos brasileiros, os atacarejos ganharam sentido para as redes supermercadistas, uma vez que os consumidores passaram a priorizar preços mais baixos para as compras do mês, explicou Bentes. "Eles têm uma estrutura enxuta, autosserviço e oferecem descontos para quem compra no atacado e às vezes também para quem compra no varejo. Por terem essa possibilidade de preço menor, acabaram ganhando força na última década", disse Bentes. Os mercados de bairro, por outro lado, são focados em conveniência e geralmente estão localizados em bairros de classe média e alta. "O atacarejo é um modelo mais antigo de comércio que ganhou força na última década, enquanto o mercado de bairro é mais novo e se popularizou com a pandemia", explicou ele. Fantástico mostra o impacto da inflação na vida dos brasileiros

Pandemia faz crescer concessões de auxílio-doença para doenças psicológicas


Nos sete primeiros meses do ano, foram liberados 108.263 benefícios por incapacidade temporária para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais. Levantamento obtido pelo g1 junto ao Ministério do Trabalho e Previdência mostra que nos primeiros sete meses de 2021 já foram concedidos 108.263 benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) para trabalhadores com transtornos mentais e comportamentais. No grupo de 468 doenças estão incluídos transtornos como depressão, ansiedade, pânico, esquizofrenia, estresse pós-traumático, transtorno bipolar e fobia social. A depressão e ansiedade estão como os principais caso de pedidos de afastamentos. LEIA TAMBÉM: Trabalhador com síndrome de burnout tem direito a licença médica; entenda os direitos e conheça a doença Covid-19 é principal causa de afastamento do trabalho em 2021; em 7 meses, concessões de auxílio-doença equivalem a 54% de 2020 O Ministério do Trabalho e Previdência não informou, até a publicação desta reportagem, o número geral de concessões de auxílio-doença de janeiro a julho deste ano, por isso, não há como informar o que as 108.263 liberações representam em relação ao total. Os dados mostram, no entanto, que de 2019 para 2020 houve aumento de 29% na concessão de auxílio-doença para doenças relacionadas a transtornos mentais e comportamentais. Foram 289.677 liberações em 2020, frente aos efeitos da pandemia na saúde mental dos brasileiros ? em 2019, foram 224.527 concessões. Doenças com maior crescimento na concessão de auxílio-doença de 2019 para 2020: Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave com sintomas psicóticos: 97% Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave sem sintomas psicóticos: 88% Esquizofrenia paranoide: 83% Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo grave sem sintomas psicóticos: 82% Transtorno de pânico e episódio depressivo grave com sintomas psicóticos: 73% No ano passado, dentro do número geral de concessões de auxílio-doença, duas doenças do grupo de transtornos mentais e comportamentais ficaram entre as 10 com maior número de afastamentos do trabalho. Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos ficou em 8º lugar, com 26.327 concessões, e transtorno misto ansioso e depressivo ficou em 10º lugar, com 20.986. Transtornos mentais e comportamentais com maior número de concessões de auxílio-doença Economia g1 Do total de 108.263 concessões do benefício este ano, apenas 4.818 foram relacionados diretamente ao trabalho, ou seja, foram acidentários (4,5% do total). Mas, em relação ao ano passado, o número é maior. Em 2020, do total de 289.677 benefícios de auxílio-doença concedidos, 4.456 foram acidentários (1,5% do total). Doença ocupacional Para que os transtornos sejam reconhecidos como doença ocupacional, o trabalhador deve provar para a perícia do INSS que adoeceu em decorrência de suas atividades (leia mais abaixo). No caso do burnout, que não entra na lista dos transtornos mentais e comportamentais, até julho deste ano, foram concedidos 270 benefícios de auxílio-doença. No ano passado foram 610, crescimento de 45% em relação a 2019 (422). Depressão, ansiedade e estresse aumentam na pandemia Direitos previdenciários De acordo com a advogada Cíntia Fernandes, sócia do escritório Mauro Menezes & Advogados, as doenças psicológicas em decorrência do trabalho são consideradas de caráter ocupacional, com direitos como o recebimento de auxílio-doença acidentário pago pelo INSS (no caso de afastamento superior a 15 dias) e direito à estabilidade provisória de até 12 meses após o fim do recebimento do benefício previdenciário. ?O empregado será submetido à perícia pelo INSS e em muitos casos a doença ocupacional não é reconhecida pela autarquia previdenciária, com a concessão de auxílio-doença em vez do auxílio-doença acidentário. O auxílio-doença não dá direito à estabilidade provisória. Nesse caso, é possível entrar com recurso administrativo para conversão do benefício previdenciário ou medida judicial?, diz. Para ter direito ao benefício, o segurado deve realizar o agendamento da perícia médica pelo site Meu INSS, através do aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. De acordo com o advogado especialista em direito previdenciário Celso Joaquim Jorgetti, da Advocacia Jorgetti, no dia da perícia, o trabalhador deve apresentar o laudo do médico que ateste a doença e a incapacidade para comprovar a necessidade do afastamento, além de exames médicos, tomografia, receitas de medicamentos, entre outros. Além disso, para solicitar o benefício de auxílio por incapacidade temporária, o trabalhador precisa estar incapacitado por mais de 15 dias para o trabalho e ter mais de 12 meses de contribuição para o INSS. O trabalhador que ficar incapaz de forma total e permanente de exercer sua atividade profissional por conta da doença psicológica pode requisitar a aposentadoria por invalidez. ?Deve-se demonstrar para o perito o motivo pelo qual a doença atrapalha o trabalho ou se o fato de estar trabalhando agrava o quadro, pois a doença em si não garante o direito à aposentadoria, mas a comprovação de que ela o torna incapaz para as atividades?, explica João Badari, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin. Acidente de trabalho Funcionários que adoecem por depressão e esgotamento profissional em razão do trabalho têm reconhecido o acidente de trabalho, de acordo com a advogada Julia Demeter, especialista em Direito do Trabalho do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados. ?Ou seja, a doença será considerada como doença ocupacional. Portanto, as empresas deverão cumprir os requisitos legais em casos de acidente de trabalho, como garantir o período de estabilidade, emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho [CAT], podendo ser penalizadas na Justiça do Trabalho pelo adoecimento desse funcionário, com o pagamento de danos morais e materiais?, alerta. A advogada Cíntia Fernandes alerta que é importante que o trabalhador comunique o seu empregador e apresente atestados e laudos médicos para a emissão da CAT. ?Caso a empresa se recuse a emitir a CAT, o próprio empregado pode fazê-lo, conforme informações no site da Previdência Social. Ainda que a doença não esteja diretamente relacionada às atividades laborativas ou não exija licença médica, é importante a comunicação do tratamento ao empregador para remanejamento de atividades, a fim de se evitar o agravamento do quadro clínico?, esclarece. Razões para o aumento das concessões Psiquiatra fala sobre os riscos dos trabalhadores desenvolverem síndrome de burnout Para João Badari, a pandemia e o home office aumentaram o risco de doenças psicológicas ligadas ao trabalho. ?A intensificação da jornada de trabalho, atestadas por estudos que apontam pelo menos o aumento de 10% na carga média laboral na pandemia, e a adoção apressada e desorganizada do trabalho remoto agravaram a saúde psicológica do trabalhador?, afirma. Para o advogado Leandro Madureira, sócio do escritório Mauro Menezes & Advogados, a prática de isolamento social, o temor pela própria vida e de sua família, o cenário político e social de extrema instabilidade e a grande quantidade de vidas perdidas desde o início da pandemia contribuíram significativamente para um aumento de doenças de fundo emocional e mental. ?Os trabalhadores estão esgotados, mas temem entrar para o absurdo número de desempregados do país. Trabalham doentes, seja pelo medo, seja pela inoperância do INSS nos afastamentos?, analisa. Na visão do advogado Ruslan Stuchi, sócio do Stuchi Advogados, a intensa competitividade e o uso expressivo de novas tecnologias, além da cobrança de metas cada vez mais difíceis de serem alcançadas acabam se tornando fatores de risco para o surgimento da doença mental. ?Além disso, o uso da tecnologia acaba destruindo as barreiras entre trabalho e vida pessoal, o que torna o trabalhador constantemente conectado ao trabalho?, avalia. Papel das empresas Pandemia deixa impactos na saúde, como: ansiedade, sedentarismo e depressão Para Marco Aurélio Serau Júnior, advogado e professor da UFPR, as empresas têm papel importante na prevenção do adoecimento emocional de seus empregados. Para isso, devem respeitar os direitos trabalhistas elementares, como o limite máximo de jornada de trabalho e o direito à desconexão, além de desenvolver programas de saúde emocional para acolhimento dos colaboradores. A advogada Cíntia Fernandes ressalta que o artigo 19 da lei nº 8.213 dispõe que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. ?No caso de descumprimento das normas de segurança e saúde, a empresa pode ser penalizada administrativamente com a imposição de multas ou, a depender da gravidade, interdição do estabelecimento?, aponta. Serau Júnior destaca que as empresas também podem sofrer sanções em relação ao adoecimento de seus funcionários se ficar comprovado que elas causaram o quadro. Na Justiça do Trabalho, a maior demanda de processos de trabalhadores, segundo Julia Demeter, são o reconhecimento do acidente de trabalho e o pagamento de pensão vitalícia por parte da empresa em decorrência da invalidez ou incapacidade. ?Os trabalhadores, na maioria das vezes, perdem a capacidade profissional de exercer as atividades e de atuar novamente na mesma função. Assim, requisitam na Justiça, além da pensão vitalícia, o pagamento da indenização por danos morais e materiais, bem como o ressarcimento do período de estabilidade, que por muitas vezes é ignorado pelo empregador?, diz.

Executivo da Nike revela ter matado adolescente em 1965


Larry Miller, agora com 72 anos, disse que fazia parte de uma gangue de adolescentes na Filadélfia. Quando tinha 16 anos, ele atirou em outro jovem por vingança. Depois, cumpriu pena pelo assassinato e virou executivo da marca americana. Larry Miller cumpriu pena de prisão pelo assassinato em 1965 Getty Images por BBC Um executivo de longa data da Nike nos Estados Unidos revelou que atirou e matou um adolescente nas ruas da Filadélfia há 56 anos. Larry Miller, presidente da Jordan Brand (marca do ex-jogador de basquete Michael Jordan), falou sobre o assassinato ocorrido em 1965 em uma entrevista para a revista Sports Illustrated. "Isso estava me consumindo por dentro", disse ele sobre suas ações aos 16 anos, quando era "membro de uma gangue de adolescente". Miller cumpriu pena de prisão pelo assassinato. Ele diz que não mentiu sobre isso, mas manteve o fato em segredo por muito tempo. A admissão ocorre antes do lançamento de suas memórias, previstas para o próximo ano. Miller disse que se juntou à gangue da Cedar Avenue, no oeste da Filadélfia, aos 13 anos, mudando seu perfil de "estudante nota dez" para uma pessoa que bebia todos os dias. Quando um amigo foi morto por um membro de uma gangue rival, Miller, então com apenas 16 anos, disse que pegou uma pistola .38, ficou bêbado com três amigos e saiu em busca de vingança. Em 30 de setembro de 1965, ele atirou no peito da primeira pessoa que encontrou: Edward White, de 18 anos. "Isso é o que torna as coisas ainda mais difíceis para mim, porque não foi por nenhuma razão", disse ele. Miller descreveu a decisão de confessar seu passado - que há muito tempo escondia de seus filhos, amigos e colegas de trabalho mais próximos - como "realmente difícil". "Por anos eu fugi disso", disse ele à Sports Illustrated. "Tentei esconder e esperava que as pessoas não descobrissem." Miller está na Nike desde 1997 e gerencia as operações da área ligada ao basquete, como marca de Michael Jordan e a Converse. Ele também já foi executivo da Kraft Foods e da Campbell Soups, e ex-presidente do time profissional de basquete Portland Trail Blazers. Ele diz que nunca mentiu sobre seu tempo na prisão em pedidos de emprego. Antes da entrevista, Miller teria informado membros de seu círculo íntimo, incluindo a lenda do basquete Michael Jordan e o comissário da NBA Adam Silver, sobre o episódio. Seu próximo livro, escrito em colaboração com sua filha mais velha, irá detalhar o incidente, bem como suas múltiplas passagens por detenções juvenis e prisões por uma variedade de crimes. Em comunicado, a Nike disse à BBC News que a vida de Miller foi "uma incrível história de segundas chances". "Estamos orgulhosos de Larry Miller e da esperança e inspiração que sua história pode oferecer", disse a empresa, acrescentando que apoia políticas que ajudam ex-prisioneiros a "abrir novas portas de oportunidade e seguir em frente com suas vidas". Miller diz que espera que sua história possa ajudar a afastar jovens em situação de risco de uma vida de violência e inspirar pessoas que estão presas a saber que "elas ainda podem contribuir para a sociedade." "O erro de uma pessoa, ou o pior erro que ela cometeu em sua vida, não deve controlar o que acontece com o resto de sua vida", disse ele.

Censo 2022: teste realizado em Paquetá, no Rio, mostra que quase 1/3 da população local é idosa


Proporção de pessoas com 60 anos ou mais no bairro carioca é quase o dobro da média do país. Local foi escolhido para servir de teste da pesquisa censitária que será realizada em todo o país no ano que vem. Paquetá é o ponto de partida para o censo de 2022 A Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, tem cerca de 1/3 de sua população formada por pessoas com 60 anos ou mais de idade, quase o dobro da proporção de idosos entre o total da população brasileira. Este é um dos dados preliminares identificados a partir do teste do Censo 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados neste sábado (15). A divulgação dos resultados do teste censitário acontece pouco mais de um mês depois do IBGE levar até o bairro carioca, distante cerca de 15km da costa da cidade, uma equipe de 16 servidores do IBGE, 12 deles recenseadores. A ilha foi escolhida par o teste da maior pesquisa do país por ter mais de 85% de sua população já imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19. ?Além disso, a proximidade com a sede do IBGE, a 50 minutos de navegação, ajudou a reduzir os custos operacionais do teste?, destacou o instituto. ENTENDA: a importância do Censo Vista aérea da Ilha de Paquetá, bairro do Rio de janeiro distante cerca de 15km da costa da cidade Reprodução/TV Globo Os principais dados coletados no teste estão relacionados à população e à infraestrutura da ilha. Confira, ao final da reportagem, o "raio x" de Paquetá. Com área territorial de área de 1,216 km², Paquetá tem 3.612 habitantes e, portanto, uma densidade demográfica de 2.970 habitantes por km². Em relação à população de Paquetá, o IBGE destacou que: 53,6% são mulheres 46,4% são homens 12,8% tem até 14 anos de idade 31,6% tem 60 anos ou mais de idade 23,1% tem 65 anos ou mais de idade 85,4% são potenciais eleitores, ou seja, tem 16 anos ou mais de idade A proporção de idosos na Ilha de Paquetá é quase o dobro da média nacional registrada pelo IBGE em 2019, que era de 15,7%. Ao analisar a pirâmide etária da população do bairro carioca, constatou-se que quatro mulheres têm mais de 100 anos de idade, mas não há nenhum homem tão longevo. Pirâmide etária da população de Paquetá em 2021 é resultado do teste para o Censo 2022 realizado na ilha pelo IBGE Reprodução/IBGE Quanto à infraestrutura da ilha, o IBGE identificou 2.774 imóveis, dos quais 1.552 eram domicílios particulares permanentes, ou seja, são habitados permanentemente. Outros 672 imóveis são de uso ocasional, 376 estão desocupados e 173 funcionam como estabelecimento comercial ou de serviços. O IBGE destacou que, dentre os imóveis de Paquetá: 93,5% com acesso à rede geral de distribuição de água 70,8% em ruas com a presença de bueiros para drenagem pluvial 89,2% em ruas com a presença de calçadas 72,8% em ruas arborizadas Alcance do Censo em Paquetá Segundo o IBGE, em 96,3% dos 1.552 domicílios permanentes da ilha, a entrevista do Censo foi aplicada presencialmente. Em 14 deles (0,9%) a entrevista foi feita por telefone e em outros 14 (0,9%) ela foi aplicada via internet. ?Desde a Contagem de População de 2007, o IBGE oferece a possibilidade de as entrevistas censitárias serem feitas pela internet. No entanto, a maioria da população tem preferido ser entrevistada presencialmente?, destacou o instituto. Ainda de acordo com o IBGE, o questionário do Censo não foi possível realizar a entrevista em apenas 2% dos domicílios da ilha ? em 1,16% deles houve recusa expressa em participar da pesquisa e em 0,77% os moradores não foram localizados. Recursos garantidos para o Censo 2022 Nesta sexta-feira (15), o IBGE informou que o governo federal vai garantir o orçamento mínimo solicitado para realizar o Censo em 2022. Serão repassados ao IBGE de R$ 2.292.907.087,00, quase R$ 300 milhões a mais do que foi inicialmente aprovado pelo Congresso no Orçamento da União para o próximo ano. O aumento do recurso se dará por meio de uma emenda ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Essa emenda ainda precisa ser votada pelo Congresso, que tende a aprová-la tendo em vista a mudança de posicionamento expressa pelo governo após intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do governo ocorreu, que era resistente em aumentar o valo aprovado pelo Congresso para o Orçamento do Censo, após intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF). Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, foi escolhida para participar do teste preparatório do Censo 2022 Elcio Horiuchi/g1

Programação IEQ

09:00 Culto da Manha
Local: Templo
Obs:
15:00 Culto da Tarde
Local: Templo
Obs:
19:30 Culto de Libertação
Local:
Obs:
19:30 Culto da Noite
Local: Templo
Obs:
09:00 Culto da Manha
Local: Templo
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15:00 Culto da Tarde
Local: Templo
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19:30 Culto da Noite
Local: Templo
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19:30 Culto da Noite
Local: Templo
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09:00 Culto da Manha
Local: Templo
Obs:
15:00 Culto da Tarde
Local: Templo
Obs:
19:30 Culto da Noite
Local: Templo
Obs:
17:00 Culto da Tarde
Local: Templo
Obs:
08:00 Escola Dominical
Local: Templo
Obs:
09:00 Culto da Manha
Local: Templo
Obs:
17:00 Culto da Tarde
Local: Templo
Obs:
19:00 Culto da Noite
Local: Templo
Obs: