“Viste o homem eficiente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior.” (Provérbios 22:29)

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Rombo nas contas externas cai 7,9% no bimestre e investimentos diretos avançam

Déficit em transações correntes somou US$ 7,67 bilhões nos dois primeiros meses deste ano, e investimentos estrangeiros diretos totalizaram US$ 14,26 bilhões. Informações foram divulgadas pelo Banco Central. A conta de transações correntes registrou um déficit de US$ 7,678 bilhões no primeiro bimestre, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central. Com isso, houve pequena melhora nas contas externas frente ao mesmo período de 2018, quando foi registrado um rombo de US$ 8,335 bilhões. O déficit foi 7,88% menor. A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). Trata-se de um dos principais indicadores do setor externo brasileiro. Somente em fevereiro, de acordo com informações oficiais, o rombo nas contas externas somou US$ 1,134 bilhão, contra US$ 2,043 bilhões no mesmo mês do ano passado. No ano de 2018 fechado, as contas externas registraram um déficit de US$ 14,511 bilhões, com crescimento frente ao ano anterior (-US$ 7,235 bilhões). Para 2019, a expectativa do Banco Central é de nova piora no rombo das contas externas - com um déficit em transações correntes de US$ 35,6 bilhões. De acordo explicações do Banco Central, o aumento do déficit das contas externas é um movimento esperado quando a economia cresce, pois aumenta a demanda dos residentes no país por produtos do exterior. Investimento estrangeiro O Banco Central também informou nesta segunda-feira que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 14,266 bilhões no primeiro bimestre deste ano, com aumento de 9,10% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 13,075 bilhões). Com isso, os investimentos estrangeiros foram suficientes para cobrir o rombo das contas externas no mês passado (US$ 7,678 bilhões). Para 2019, o Banco Central estima um ingresso de US$ 90 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira. Se a previsão se confirmar, os investimentos externos seriam suficientes para "financiar" todo o déficit das contas externas do período ? cuja estimativa do BC é de US$ 35,6 bilhões neste ano.

Gasto de brasileiros no exterior recua 7,3% e é o menor para meses de fevereiro em três anos

Despesas de brasileiros em outros países somaram US$ 1,3 bilhão no mês passado, contra US$ 1,4 bilhão no mesmo período de 2018. Alta do dólar influenciou resultado. Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,302 bilhão em fevereiro deste ano, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC). Com isso, foi registrada uma queda de 7,33% frente ao mesmo período de 2018, quando as despesas lá fora somaram US$ 1,405 bilhões. Também foi o menor valor, para meses de fevereiro, desde 2016 (US$ 841 milhões), ou seja, em três anos. Nos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as despesas de brasileiros em outros países somaram US$ 2,991 bilhões, contra US$ 3,407 bilhões no mesmo período do ano passado. O recuo, nesse caso, foi de 12,21%. Alta do dólar A queda dos gastos de brasileiros lá fora aconteceu em um momento de alta do dólar. Em janeiro e fevereiro deste ano, o dólar médio para venda (com base na Ptax, taxa calculada pelo BC) estava em R$ 3,225. No primeiro bimestre de 2019, por sua vez, o câmbio médio somou R$ 3,734. Com a escalada do dólar, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. O papel moeda também fica mais custoso. Além da taxa de câmbio, o nível de atividade, que tem impacto no emprego e na renda do brasileiro, também é outro fator que influencia o nível de gastos no exterior. Gastos de estrangeiros no Brasil Em fevereiro deste ano, informou o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 541 milhões no Brasil, com queda frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2018 (US$ 611 milhões). Já nos dois primeiros meses de 2019, informou a instituição, as despesas de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 1,245 bilhão, contra US$ 1,390 bilhão no mesmo período do ano passado. Para estimular o turismo no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou recentemente um decreto para dispensar o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil.

Conar abre representação contra propaganda da Empiricus


Medida foi tomada após denúncias de consumidores contra um anúncio sobre o patrimônio da funcionária Bettina; empresa declarou não ter sido notificada. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu uma representação ética na sexta-feira (22) contra anúncios veiculados pela empresa Empiricus Research na internet. A medida foi tomada após um vídeo publicitário ter viralizado na internet. Milionário em pouco tempo? Especialistas recomendam cautela Na peça publicitária, a funcionária da Empiricus Bettina Rudolph, de 19 anos, afirma ter acumulado um patrimônio acima de R$ 1 milhão, após ter começado a investir apenas R$ 1.520,00, três anos antes. Anúncuo da Empiricus sobre patrimônio de R$ 1 milhão de Bettina gerou críticas no Conar. Reprodução Segundo o Conar, "numerosas denúncias de consumidores" motivaram a abertura do processo. As queixas, segundo o órgão, "questionaram a veracidade das afirmações contidas nos vídeos, prometendo sem maiores explicações rentabilidade elevada para investimentos financeiros". A representação foi aberta contra os anúncios "Oi. Meu nome é Bettina...", "Dobre seu salário em tempo recorde", "+251 todos os dias na sua conta", "Receba todo mês R$1823,53 de aluguel", "Milionário com ações" e "O dobro ou nada". O Conar informou que um dos integrantes do conselho de ética está sendo nomeado para relatar o caso, enquanto a Empiricus é formalmente comunicada da abertura da representação, abrindo-se prazo para apresentação de defesa. Em nota, a Empiricus informou não ter sido comunicada da representação e declarou respeitar o Conar, mas não ser associada ao órgão. "A Empiricus lamenta que seu trabalho de educação financeira, que possibilita que os brasileiros aprendam e usufruam de uma ampla diversidade de aplicações que podem aumentar os seus rendimentos, seja alvo de uma representação. A comunicação da empresa replica o modelo amplamente disseminado de publicidade de empresas de publicações financeiras dos Estados Unidos, país onde o acesso a produtos financeiros é democratizado e amplamente desbancarizado", disse em comunicado. Como funciona o Conar As medidas do Conar não têm força de lei e o conselho não tem poder de determinar multas. Mas, em geral, as decisões recomendando alterações ou retirada da propaganda do ar costumam ser sempre atendidas pelos anunciantes e agências de publicidade. O órgão informa que desde a sua fundação, em 1978, já instaurou mais de 9 mil processos éticos, que nunca foi desrespeitado pelos veículos de comunicação e que "nas raras vezes em que foi questionado na Justiça, saiu-se vitorioso". O Conar abre processos a partir de denúncias de consumidores, autoridades, anunciantes, dos seus associados ou ainda formuladas pela própria diretoria. Se a denúncia tiver procedência, o Conselho de Ética do órgão Conar recomenda aos veículos de comunicação a suspensão da exibição da peça ou sugere correções à propaganda. Pode ainda advertir anunciante e agência. Os casos costumam levar mais de um mês para serem julgados. Mas o Conar pode recomendar a sustação imediata nas situações de infração flagrante ao Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. O Conselho de Ética está dividido em oito Câmara, sediadas em São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre e Recife e é formado por 180 conselheiros, recrutados entre profissionais de publicidade e representantes da sociedade civil. CVM A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou na quinta-feira (21) que obteve na justiça a suspensão de uma liminar que havia afastado a exigência de credenciamento da Empiricus como analista de valores mobiliários e suspendido a exigibilidade de multas aplicadas contra a empresa. Segundo a decisão, não foi comprado que o conteúdo do material produzido pela Empiricus não se enquadraria na definição de ?relatório de análise?, como previsto na Instrução CVM (ICVM) 598. "Como sustentado pela CVM e confirmado pelo TRF3, os relatórios de análise de investimentos elaborados e divulgados ao público são inerentes ao exercício da atividade de analista de valores mobiliários, submetida ao regime regulatório estabelecido pela CVM", informou o órgão. A atividade de analista de valores mobiliários é disciplinada pela CVM e, segundo o órgão regulador, a Empiricus não tem autorização para prestar a atividade.

Programação IEQ

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