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Tráfego aéreo no Brasil e no mundo despenca com pandemia de Covid-19; veja o que mudou e perspectivas


Na América do Sul, redução chegou a 80%, enquanto Brasil viu redução de mais de 90% na oferta de voos. Associação teme que 25 milhões de empregos em todo o mundo estejam em risco. Imagem de 1º de abril de 2020 mostra dezenas de aviões estacionados no aeroporto de Kansas City, nos EUA, por causa da pandemia de Covid-19 Charlie Riedel/Arquivo/AP Photo Dados de tráfego aéreo obtidos pelo site especializado em aviação FlightRadar24 e cedidos ao G1 mostram o tamanho do impacto no setor causado pela da pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com levantamento, somente 5.275 aviões voavam às 12h de terça-feira (7) (horário de Brasília). O número representa queda de 64,86% em relação ao tráfego aéreo registrado exatamente um mês antes, em 7 de março. Comparação do tráfego aéreo no mundo em 7 de março e 7 de abril FlightRadar24 Na América do Sul, o impacto foi ainda maior: as imagens mostram redução em cerca de 80% no tráfego aéreo na comparação entre as 15h (de Brasília) de 7 de março e o mesmo horário em 7 de abril. Comparação do tráfego aéreo na América do Sul em 7 de março e 7 de abril FlightRadar24 O diretor de comunicação do FlightRadar24, Ian Petchenik, disse ao G1 que o cenário piorou muito rapidamente. "Se você me perguntasse algumas semanas atrás, eu teria comparado com 2002, 2003", disse. Naqueles dois anos, o mercado da aviação civil ainda sentia os impactos causados pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. "Mas agora estamos chegando a um ponto sem precedentes. Frotas inteiras estão estacionadas. Nunca passamos por isso", afirmou. E no Brasil? Pátio do aeroporto de Congonhas vazio em 31 de março TV Globo/Divulgação A oferta semanal de voos domésticos no Brasil despencou de 14.781 para apenas 1.241 desde o fim de março. Com a queda na demanda e as medidas contra a pandemia do novo coronavírus, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) conseguiu acordo com as três principais companhias aéreas e formatou uma nova malha aérea em 46 localidades brasileiras. Dados do site FlightRadar24 compilados nos dez aeroportos mais movimentados do Brasil mostram o efeito dessa redução tanto nas decolagens previstas quanto nos voos confirmados. Veja no gráfico abaixo. GRÁFICO - Tráfego nos 10 aeroportos mais movimentados do Brasil G1 Mundo via FlightRadar24 O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, explica que os custos ao caixa das empresas antes da adoção dessa nova malha aérea chegava a R$ 45 milhões por dia. Ainda assim, alguns voos foram mantidos para preservar o transporte de cargas ? muitas vezes levadas no porão de aviões em viagens comerciais. "Nem todos têm dimensão de como é difícil o transporte de medicamentos pela Amazônia sem aviões", exemplificou Sanovicz. Enquanto alguns voos domésticos foram mantidos, as viagens internacionais ficaram praticamente restritas a operações de repatriação. De acordo com a Abear, cerca de 41,5 mil passageiros chegaram ao Brasil a partir de 36 países desde 23 de março. Um terço deles ainda seguiram viagem a países vizinhos. Qual o impacto da crise nos empregos no setor? Aeroporto de Munique, na Alemanha, vazio em 7 de abril de 2020 Andreas Gebert/Arquivo/Reuters A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) estima que 25 milhões de empregos no setor estão em perigo com as interrupções nas viagens. Desse número, 2,9 milhões de trabalhadores correm risco somente na América Latina. VEJA TAMBÉM: Iata projeta queda de 40% em receita do setor aéreo no Brasil em 2020 Em comunicado, o diretor da Iata, Alexander de Juniac, estimou perdas em US$ 61 bilhões no setor e pede que os governos pelo mundo concedam alívio financeiro às companhias aéreas. "Em média, companhias aéreas só têm caixa para dois meses", apontou de Juniac. No Brasil, as companhias entraram em acordo com sindicatos para evitar demissões pelos próximos meses a partir de propostas de redução salarial e redução de jornada. E, segundo Sanovicz, o setor ainda tenta negociar recursos com o BNDES e com o Ministério da Economia para aliviar financeiramente as empresas. Como ficará o mercado da aviação depois da pandemia? Aviões de passageiros da American Airlines são vistos estacionados no Aeroporto Internacional de Tulsa, nos EUA, em 23 de março, devido à redução do número de voos para retardar a propagação da doença por coronavírus (COVID-19) Nick Oxford/Reuters Uma vez que a pandemia de Covid-19 parou diversos setores da economia, é impossível prever o que será da aviação quando a onda do novo coronavírus retroceder. Até porque, mesmo quando os casos da doença diminuírem, a retomada da demanda pelo transporte aéreo deve demorar. "A pergunta que se faz neste momento é: quando as pessoas vão se sentir confortáveis para voar de novo?", coloca Ian Petchenik, do FlightRadar24. Eduardo Sanovicz, da Abear, concorda que é impossível fazer previsões neste momento, principalmente por causa das incertezas econômicas após a pandemia. "Não sabemos como será a renda das pessoas no pós-crise", afirma. Uma criança tem sua temperatura medida enquanto diplomatas estrangeiros e funcionários da embaixada se preparam para embarcar em um voo para Vladivostok no Aeroporto Internacional de Pyongyang em 9 de março de 2020. Kim Won Jin/AFP Uma mudança que poderá ser sentida, com o tempo, é o aumento nos controles sanitários em aeroportos ? de maneira semelhante aos reforços nos procedimentos de segurança depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Em algumas cidades, equipes já monitoram a temperatura dos passageiros que desembarcam nos aeroportos. "Talvez tenhamos que conviver com algum controle sanitário em alguns momentos e em alguns aeroportos", comenta Sanovicz. Há alguma luz no fim do túnel? 9 de março - Um avião passa em frente à lua cheia vista de Curitiba. A superlua é visível quando a lua cheia coincide com sua posição mais próxima da Terra, o que a faz parecer mais brilhante e maior que outras luas cheias Heuler Andrey/AFP Embora seja impossível prever o futuro do setor aéreo e o tamanho dos impactos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os especialistas acreditam que, sim, haverá uma retomada nas viagens por avião. Ian Petchenik, do FlightRadar24, não acredita que a retomada ocorrerá imediatamente depois que o ápice da pandemia passar. "Não vai ser uma melhora em 'V', mas em um 'U' um pouco mais lento", afirma. Esse tempo, na opinião de Petchenik, pode ser utilizado para que as empresas repensem práticas para o mundo pós-Covid-19. "Este período é uma oportunidade para adotar novas tecnologias, uma vez que as companhias diminuíram o ritmo", diz Petchenik. Médica da província de Jilin, na China, abraça colega de Wuhan enquanto se prepara para voltar para casa no Aeroporto Internacional Wuhan Tianhe, em Wuhan, nesta quarta-feira (8) Ng Han Guan/AP Eduardo Sanovicz, da Abear, reconhece os efeitos econômicos da crise e reafirma que não se sabe quanto tempo ela vai durar. Porém, ele vê uma luz no fim do túnel. "Posso dizer com certeza: o mercado vai voltar." "Os aviões estão aí. As tripulações, os hotéis, as instalações, estão aí", acrescenta. Initial plugin text

Metalúrgicos da GM de São José aprovam proposta de layoff com redução salarial em assembleia online


Suspensão temporária dos contrato é por dois meses, podendo ser prorrogada por mais dois, e salários dos funcionários terá diminuição de até 25%. Linha de montagem da S10 e da Trailblazer em São José dos Campos GM/Divulgação Os funcionários da General Motors (GM) de São José dos Campos aprovaram a proposta de suspensão temporária dos contratos (layoff), com redução salarial de até 25%, em assembleia online encerrada às 22h desta quinta-feira (9). Com isso, 90% dos metalúrgicos da unidade, que tem cerca de 3,5 mil trabalhadores, entram em layoff a partir de terça-feira (14). A proposta, baseada na Medida Provisória 936, foi negociada entre a GM e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Ela propõe redução salarial de acordo com o piso do funcionário. Na planta, somente os 100 trabalhadores que ficarão na fábrica não serão impactados pela medida. Outros 42 trabalharão em regime de home office. MAPA DO CORONAVÍRUS: as cidades com infectados e o avanço dos casos Saiba tudo sobre o novo Coronavírus Veja as principais notícias sobre o coronavírus na região O layoff começa na terça-feira (14) e tem duração de dois meses, sendo prorrogável por mais dois meses. Durante esse período, parte dos salários será paga com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o restante seria pago pela GM. A votação online foi aberta na última quarta-feira (8), às 20h, e encerrada às 22h desta quinta. O sistema foi desenvolvido para a votação somente deu acesso aos metalúrgicos da GM. Eles podiam votar apenas uma vez, com garantia de sigilo absoluto. Todos os funcionários tiveram o direito a voto. Na semana passada a montadora, dona da Chevrolet, confirmou em uma nota que 'vem tomando medidas que visam proteger a saúde dos colaboradores em meio à pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que busca alternativas para garantir o futuro do negócio'. Como será a redução salarial Salário líquido ? Porcentagem do salário a ser recebida Até R$ 2.090,00 ? 95% R$ 2.090,01 a R$ 5.000 ? 90% R$ 5.000,01 a R$ 10.000 - 85% R$ 10.000,01 ? R$ 20.000 ? 80% Acima de R$ 20.000 ? 75% Initial plugin text

Países chegam a acordo para corte de 10 milhões de barris por dia na produção de petróleo


Objetivo do corte é ajudar na sustentação dos preços do petróleo diante da crise econômica provocada pelo coronavírus. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, um grupo conhecido como Opep +, confirmaram nesta quinta-feira (9) que devem fazer um corte na produção de 10 milhões de barris por dia (bpd). Segundo comunicado emitido pelo grupo, o objetivo do corte é ajudar na sustentação dos preços diante da crise econômica provocada pelo coronavírus. A redução começa em 1º de maio e vai valer por de dois meses. A Opep+ também informou que entre julho e dezembro os cortes serão reduzidos a 8 milhões de bpd, e a partir de então flexibilizados para 6 milhões de bpd entre janeiro de 2021 e abril de 2022. Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França Christian Hartmann/Reuters O comunicado do grupo não mencionou condições para redução de bombeamento por países de fora do bloco. A Opep+ disse ainda que realizará uma nova reunião por videoconferência em 10 de junho para avaliar o mercado. Tamanho do corte Nas últimas semanas, houve um intenso debate entre os países produtores sobre qual deveria ser o tamanho do corte necessário. Nesta quinta-feira, os preços do petróleo tiveram forte queda, com investidores questionando se o acordo entre Opep e aliados para cortes de oferta responderia adequadamente ao colapso global da demanda por combustíveis. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$ 1,36, ou 4,1%, a US$ 31,48 por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos recuou US$ 2,33, ou 9,3%, para US$ 22,76 o barril. Esses foram os menores níveis de fechamento para ambos os contratos em uma semana.

Programação IEQ

09:00 Culto da Manha
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15:00 Culto da Tarde
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19:30 Culto de Libertação
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19:30 Culto da Noite
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15:00 Culto da Tarde
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19:30 Culto da Noite
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17:00 Culto da Tarde
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19:30 Culto da Noite
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09:00 Culto da Manha
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16:45 Culto da Tarde
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19:00 Culto da Noite
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