Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Apocalipse 3:20

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Salários ou princípios? O que pesa mais na hora de mudar de emprego


A geração millennial aparentemente tem mais apego a valores éticos frente aos ganhos financeiros. Recentemente, um grupo de funcionários do Google abriu mão do emprego por causa do envolvimento da empresa com o projeto Maven, que fornecia e processava dados para drones militares dos EUA. É comum profissionais se depararem com dilemas éticos em seu trabalho caio_triana/Creative Commons Você deixaria seu emprego por motivos éticos? Em maio passado, um grupo de funcionários do Google fez exatamente isso. Eles abriram mão da carreira na gigante de tecnologia por causa do envolvimento da empresa com o projeto Maven, que fornecia e processava dados para drones militares dos EUA. Acrescido a isso, houve ainda um desentendimento sobre a forma como os diretores lidaram com questões éticas. Muitos de nós também enfrentamos dilemas desse tipo: você recusaria um salário atraente por não concordar com a posição de uma empresa sobre, digamos, meio ambiente, testes em animais ou pela forma como ela trata os clientes? Se você respondeu que sim, dados sugerem que provavelmente você é um millennial, nascido entre os anos 1980 e meados dos 1990. Estudo após estudo tem apontado para essa tendência. Mais do que as gerações anteriores, os millennials são comumente motivados a "fazer a diferença" por meio de seu trabalho. Muitos daqueles que deixam o emprego buscam compromisso ético ou cultural, mesmo quando isso envolve um corte no salário anterior. Mas será que isso é mesmo verdade? Na realidade, quem é que pode se dar ao luxo de fazer essa escolha? Custo de vida pesa na decisão Millennials são muitas vezes descritos como a geração de profissionais que constantemente muda de emprego. Diversos estudos sinalizam que eles não buscam trabalhos estáveis ou caminhos previsíveis. Por isso, algumas indústrias tradicionais estão tendo dificuldade de manter seus funcionários mais jovens: um estudo de 2017 do Instituto para Empregadores Estudantis mostra que 46% dos graduados no Reino Unido deixaram seu primeiro emprego depois de cinco anos. A percepção amplamente aceita é de que muitos largam o emprego para "perseguir seus sonhos" ou fazer um mochilão ao redor do mundo. Mas rejeitar o plano de carreira corporativo para viajar ou dar o pontapé em seu próprio negócio é uma decisão bastante drástica e cara. E apenas alguns podem realmente se dar ao luxo de tomá-la. Pesquisas têm consistentemente mostrado que ter "lacunas de emprego" diminui o salário médio (para alguns, em milhares de dólares por ano), e isso pode reduzir a qualidade e satisfação no trabalho futuro. Christian Byfield, um ex-banqueiro e consultor de investimentos colombiano, contou, em um TedX Talk em Bogotá, que largou uma série de empregos bem remunerados, mas "sem sentido", em bancos e seguradoras, e começou a viajar pelo mundo. "Muitas coisas começaram a acontecer porque eu comecei a seguir meu coração", disse Byfield. Depois de alguns anos de insegurança financeira, ele acabou se tornando um influenciador de viagens com uma enorme audiência na internet. Mas Byfield é um caso raro - a maioria de nós ainda precisa pensar no dinheiro quando toma decisões profissionais. Muitas ligadas a "fazer a diferença" são apenas da boca para fora: evidências mostram que o principal motivo para a escolha de um emprego ainda é o tamanho do contracheque. Uma recente pesquisa da empresa de consultoria Deloitte destaca que 63% dos profissionais da geração millennial consideram a recompensa financeira um fator muito importante na escolha do emprego - é o fator mais alto no ranking. Outra pesquisa da Triplebyte, start-up de recrutamento de talentos para empresas de tecnologia, revelou que 70% das pessoas que recebem duas ofertas de emprego escolhem a mais bem paga, exatamente como a geração de nossos pais teria feito. A desvantagem financeira de se fazer esse tipo de mudança não faz muito sentido para a maioria de nós. "Não é verdade que os millennials não querem estabilidade", diz Lee Caraher, autor do livro Millennials & Management. Na realidade, precisamos de estabilidade financeira mais do que nossos pais. Em muitos países, profissionais jovens têm que lidar com a crescente dívida estudantil da formação. As consequências da crise financeira de 2008 atrasaram ainda mais nosso avanço econômico e nossas decisões financeiras mais importantes. Há realmente uma mudança de comportamento? Algumas pesquisas recentes até questionam se os millennials estão realmente largando empregos estáveis a uma taxa maior que de seus predecessores. Estatísticas recentes do Pew Research mostram que, nos EUA, as chances de os millennials permanecerem no emprego é a mesma que os indivíduos da Geração X tinham na mesma idade. Outra pesquisa realizada pelo Instituto IBM sinaliza mitos comuns sobre os millennials, entre eles o de que a alta taxa de rotatividade em empregos não é uma novidade dessa geração. María Reyes (nome fictício), de 26 anos, é gerente de categoria de uma rede de lojas na Colômbia. Quando começou como trainee, ela logo sentiu que a cultura corporativa entrava em conflito com suas expectativas e crenças. "A empresa não se importa com as pessoas." Mesmo assim, ela permaneceu no emprego. E assinou inclusive um contrato de exclusividade de dois anos em troca de um curso de treinamento no exterior, cuja matrícula cara ela teria que bancar se deixasse a empresa. Por fim, ela foi promovida a sua posição atual, o que aprofundou ainda mais seu conflito interno. Sua função é estabelecer relações com fornecedores e "tentar ganhar dinheiro a todo custo, sem qualquer consideração pela outra parte". Reyes diz detestar brigar por cada centavo, especialmente quando empresas menores realmente dependem das decisões dela. "Acredito que ambos os lados deveriam ganhar em um negócio, e não apenas um deles." Mas o problema é que Reyes tem um posto relativamente alto para alguém tão jovem. Se se candidatasse a um posto parecido em outro lugar, ela acha que não teria sucesso e duvida até se conseguiria uma entrevista. Ela ainda explica que não há muitas vagas de emprego em seu setor, e uma mudança poderia ser uma insensatez. A situação se complica ainda mais quando a geração millennial envelhece, tem filhos e contrai dívidas de hipotecas. Marcela Cardona (nome também fictício) começou sua carreira na indústria farmacêutica na esperança de ajudar pessoas por meio de seu trabalho. Logo, no entanto, sentiu-se consumida por vários dilemas éticos e situações questionáveis que testemunhou. "O objetivo desse negócio é apenas fazer dinheiro, e não ajudar as pessoas", afirma Cardona. Ela começou um mestrado em bioética justamente buscando compreender melhor as implicações do que ela faz - e talvez como forma de abrir caminho para uma nova carreira. Mas as coisas mudaram depois que ela engravidou. Com uma filha para sustentar, ela não podia mais se dar ao luxo de mudar de direção. Ela trocou de emprego algumas vezes esperando que as coisas melhorassem, mas encontrou os mesmos problemas em todos os lugares em que trabalhou. Ela continua completamente infeliz em seu trabalho, mas prefere "ser prática", afirma. Alguns setores escolhem Mas alguns setores têm mais flexibilidade. Parte das especialidades é mais requisitada, o que significa mais empregos para se escolher. Engenheiros do Vale do Silício, por exemplo, são altamente valorizados e se tornam exigentes em seus locais de trabalho, diz Ammon Bartram, co-fundador da Triplebyte. Ele explica que profissionais de áreas não técnicas, como relações públicas ou serviços jurídicos, não têm tantas opções quanto os programadores, por exemplo. E quando se trata de tirar um período sabático, o custo disso é menor para engenheiros talentosos. "Se eles são tecnicamente eficientes, engenheiros arcam com algumas desvantagens no 'avanço da carreira', mas geralmente conseguem voltar ao nível de onde saíram." Ainda assim, em outros setores, como nas ciências sociais ou em comunicação, onde os salários são mais baixos e os empregos, mais escassos, torna-se muito mais difícil tomar uma decisão como essa. Em geral, a rede de segurança - poupança, ativos ou qualificações que a pessoa tem - facilita a tomada de decisão que envolve corte de salário. Fazer a diferença? Para muitos millennials, uma solução possível é alinhar, desde o início, a carreira com os valores. Pesquisas acadêmicas e corporativas sugerem que essa geração quer trabalhar para empregadores éticos, comprometidos com a diversidade e fazendo sua parte para tornar o mundo um lugar melhor. As gerações anteriores "nunca perguntaram o motivo do que estavam fazendo e apenas realizavam o que era ordenado", explica Caraher, autor do livro Millennials & Management. Os trabalhadores mais jovens, no entanto, querem entender os valores de seus empregadores e seu papel na organização. Psicólogos têm apontado que a compatibilidade entre os valores do funcionário e do empregador tem um peso crucial na satisfação com o trabalho e até no lucro da empresa. Algumas empresas, particularmente as grandes, se empenham para comunicar seus valores. Ter uma marca forte facilita a atração de profissionais eficientes para a empresa, diz Bartram. Já as companhias menores "têm que fazer algo para se destacar, e uma das estratégias mais eficazes é enfatizar o impacto social positivo de seu trabalho". A boa notícia é que a pressão dos funcionários pode provocar mudanças tangíveis. Muitos grandes empregadores buscam atender a essas demandas por meio da filantropia e da responsabilidade social corporativa, assim como por estabelecer um posicionamento ético mais explícito. Oferecer "uma bússola moral", diz Caraher, é cada vez mais importante para atrair talentos jovens. O resultado do caso do Google, pelo menos, traz alguma esperança. A empresa não renovou o projeto Maven em meio às críticas dos funcionários e parcialmente abandonou um contrato lucrativo com o Pentágono porque ele não se alinhava com seus "princípios de IA (inteligência artificial)". Tratou-se de um sacrifício, mas que a gigante da tecnologia pode se permitir fazer. Alguns de seus trabalhadores, ao que parece, também poderiam se dar ao luxo de colocar seus valores em primeiro lugar: suas subsistências não eram tão vulneráveis, e eles tinham boas perspectivas de emprego em outros lugares. Mas para a maioria daqueles que sentem que seu trabalho está em conflito com seus valores, a má notícia é que "fazer a diferença" e "seguir sua paixão" são decisões financeiras. E essas são mais bem feitas com uma cabeça fria e os números realistas na sua frente.

Número de livrarias e papelarias no Brasil encolhe 29% em 10 anos


Mais de 21 mil estabelecimentos foram fechados no país desde 2007, aponta levantamento da CNC. Micro e pequenas lojas foram as que mais desapareceram. Em recuperação judicial, Livraria Saraiva anunciou em outubro o fechamento de 20 lojas Divulgação Com as redes de livraria Saraiva e Cultura em processo de recuperação judicial, o setor livreiro vive em 2018 a sua maior crise, com fechamento de lojas, demissões em massa e calote de milhões nas editoras. Mas as dificuldades surgiram anos antes, sobretudo para as micro e pequenas empresas do setor. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a partir de dados do Ministério do Trabalho, mostra que o número de livrarias e papelarias em funcionamento no Brasil encolheu 29% em 10 anos. No final de 2017, eram 52.572 estabelecimentos ? 21.083 a menos do que o país reunia em 2007. Das mais de 21 mil lojas que fecharam as portas em 10 anos, metade delas encerraram as atividades de 2013 para cá. Somente em 5 anos, o número de papelarias e livrarias encolheu 22%. Veja gráfico abaixo: Os estados com maior número de fechamento de livrarias e papelarias entre 2007 e 2017 foram São Paulo (-8.764), Rio Grande do Sul (-2.449), Minas Gerais (-2.251), Paraná (-1.659) e Rio de Janeiro (-971). Só no Amazonas o número de estabelecimentos cresceu no período: 62 lojas a mais, elevando para 561 o número de empresas do gênero no estado. O levantamento da CNC foi feito com base nos números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e considera todos os estabelecimentos comerciais cadastrados como especializados na venda de livros, jornais, revistas e papelaria. Os números consolidados da Rais de 2018 só serão divulgados em meados do ano que vem. Mas somente a Saraiva e Fnac encerraram neste ano no país mais de 30 lojas. Novos hábitos e modelo de gestão Para o economista da CNC Fabio Bentes, trata-se de uma crise estrutural diretamente relacionada aos novos hábitos de consumo de livros, jornais e revistas, impulsionados pelo avanço tecnológico e do comércio eletrônico. "Hoje, até mesmo quem vende o livro físico utiliza plataforma online. Então, além de toda a crise que atingiu a economia brasileira, o estabelecimento tradicional passa por uma crise estrutural, que aliás não é só no Brasil ? vide o exemplo da Amazon engolindo setores de toda a economia nos Estados Unidos", afirma. A presidente da Liga Brasileira de Editoras (Libre), Raquel Menezes, defende que a crise que abateu as grandes livrarias não se restringe à venda de livros. No 1º semestre, meses antes dos pedidos de recuperação das grandes livrarias, o setor livreiro mostrou uma ligeira recuperação, com um faturamento 10% maior, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Para Menezes, o problema está na escolha de um modelo de gestão que apostou em uma rápida expansão e também na venda de produtos eletrônicos, que se mostrou insustentável. "As grandes livrarias cresceram demais e prejudicaram muito as menores com este modelo de negócio. Não dá para querer ser uma megastore e vender de tudo. Vimos que esse crescimento não foi nada saudável", diz a presidente da Libre. Ela também acredita que a estratégia de uma ?guerra de preços?, na qual grandes livrarias passaram a oferecer descontos desproporcionais em datas comemorativas como Dia das Mães e Black Friday, também prejudicou o segmento e tornou a concorrência desleal com as pequenas livrarias. Funcionários demitidos da Fnac de Brasília, durante protesto em outubro na Livraria Cultura do Shopping Casa Park Arquivo pessoal Microempresas foram as que mais fecharam Embora o recente fechamento de lojas de grandes redes tenha sido o que mais causou comoção e preocupação do mercado editorial, o levantamento mostra que a grande maioria dos estabelecimentos que encerraram as atividades entre 2007 e 2017 (20.912) foi de microempresas, com até 9 empregados. O número de livrarias e papelarias de médio e grande porte, com mais de 50 empregados, chegou até a registrar uma expansão desde 2007. Foi neste período que as grandes livrarias ampliaram os negócios, enquanto as menores sofreram e tiveram que fechar as portas. Mas, no comparativo de 2017 com 2016, o número de fechamentos superou o de aberturas em todos os tipos de porte de empreendimento. Segundo o Bentes, da CNC, os microestabelecimentos são os mais afetados em razão da mudança do mercado nos últimos anos. "Como o setor está sendo engolido pelas lojas de departamento e pelo varejo eletrônico, que tem um poder de barganha muito maior para negociar com fornecedores e importadores, os mais fracos são os primeiros a morrer". No entanto, com a recente crise financeira dos dois grandes players ? Saraiva e Cultura ? abre-se um espaço para pequenas e médias livrarias ganharem projeção, na avaliação de Menezes, da Libre. "É uma grande oportunidade para o mercado se reinventar", afirma ela, para quem a valorização de negócios independentes pode tirar o setor livreiro da crise. ?As livrarias independentes não estão sofrendo da mesma forma que as grandes redes em 2018, acrescenta. Somente em 2017, foram 3.594 fechamentos, e a distribuição por porte foi assim: Micro: -3.529 Pequeno: -57 Médio: -1 Grande: -7 15 falências no ano Segundo dados da Serasa Experian, o número de falências decretadas também aumentou em 2018 entre livrarias e papelarias, e já chega a 15. Além disso, foram registrados 10 pedidos de recuperação no país. Em 2017, foram outros 9. Veja gráfico acima. Saraiva, maior rede de livrarias do país, entrou em recuperação judicial Setor perde 1.189 empregos formais em 1 ano Outro termômetro que indica que o setor continuou encolhendo em 2018 são os números da mão de obra empregada. O levantamento da CNC mostra em que, em outubro, as livrarias e papelarias somavam 110.666 postos de trabalho com carteira assinada ? 1.189 a menos do que o registrado no mesmo mês do ano passado. "O setor de livrariais e papelarias está na contramão do comércio. Houve uma queda de 1,1% no pessoal ocupado em 1 ano, ao passo que o varejo como um todo está apresentando no período uma crescimento de 2,4% no número de vagas formais", diz Bentes. O economista destaca ainda que o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria é a atividade com o pior desempenho do varejo brasileiro em 2018. Segundo dados do IBGE, no acumulado no ano até setembro as vendas caíram 10,1%, ante uma alta média de 2,3% do comércio varejista. "Por que isso está acontecendo? As pessoas continuam consumindo livros, revistas e artigos de papelarias. Mas está havendo uma absorção por outros segmentos do varejo, principalmente os supermercados, lojas departamento e o varejo online", diz Bentes. Segundo a CNC, o segmento tem um peso pequeno no faturamento anual do varejo, de 1,3%, mas representou 5% do número de lojas fechadas no ano passado em todo o setor (76.416 mil). "Se o setor não tivesse piorando, os percentuais teriam de ser parecido", afirma o economista. Saraiva, maior rede de livraria do país, tenta renegociar dívidas de R$ 675 milhões Na Livraria Cultura, dívidas chegam a R$ 285,4 milhões (Colaborou Cauê Muraro)

Provas do concurso da Unir são aplicadas para 42 vagas neste domingo, 9, em RO


Certame é aplicado em Ji-Paraná e Porto Velho. Provas começaram de manhã e seguem à tarde. Concurso da Unir oferece 42 vagas para várias cidades Ana Kézia Gomes/ G1 Estão sendo aplicadas neste domingo (9) as provas do concurso da Universidade Federal de Rondônia (Unir). As oportunidades são para 42 vagas, entre níveis médio e superior. Conforme a banca organizadora, as provas são aplicadas em Porto Velho e Ji-Paraná (RO). O número de candidatos por vaga não foi divulgado. As provas de ensino superior foram aplicadas na parte da manhã, tendo início às 8h, para os cargos de Assistente em Administração, Técnico em Enfermagem, Analista de Tecnologia da Informação, Arquivista, Bibliotecário Documentalista, Biólogo, Contador, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro/Área: Civil, Médico Veterinário, Pedagogo e Psicólogo. Já na parte da tarde as provas de ensino médio começam às 14h30 (local), sendo estas para os cargos de Assistente de Tecnologia da Informação, Técnico de Laboratório/Área: Análises Clínicas, Técnico de Laboratório/Área: Química, Técnico em Agropecuária, Técnico em Contabilidade, Técnico em Telefonia, Administrador e Técnico em Assuntos Educacionais. Os salários deste certame variam de R$ 1.945, 07 a R$ 4.180,66, além do auxílio-alimentação de R$ 458,00. O concurso pode ser acompanhado pelo site do Instituto AOCP. Os 42 selecionados no concurso atuarão nas unidades de Cacoal, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Porto Velho, Presidente Médici, Rolim de Moura e Vilhena.

As 3 economias da América Latina próximas de se tornarem as maiores decepções de 2018


Um país está no meio de um levante popular que provocou centenas de mortes, o outro sofreu uma depreciação recorde de sua moeda e o terceiro enfrenta um plano de ajuste fiscal para reduzir seu endividamento. Enquanto a crise se agrava na Venezuela, país com o pior desempenho econômico na América Latina, três outras economias da região correm o risco de fechar o ano sob fortes quedas. É o caso da Nicarágua, da Argentina e do Equador, que têm dado sinais de que terminarão 2018 numa situação complicada. No início do ano, poucos imaginavam que haveria uma revolta popular nicaraguense e que ela provocaria centenas de mortes. Na Argentina, o bom desempenho econômico no primeiro trimestre não indicava que meses depois haveria uma corrida contra a moeda local, o peso, e que a taxa básica de juros chegaria a 60% (no Brasil, ela é de 6,5%). Quanto ao Equador, os analistas se preocupam com o alto nível de endividamento público. Já o Brasil, que nos últimos anos se habituou a figurar nos rankings das economias com pior desempenho do continente, escapou desta vez. Segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o país deve crescer 1,6% em 2018 - 0,1 ponto percentual acima da média de crescimento de toda a América Latina, segundo a comissão. Nicarágua: o impacto da crise social e política Manifestantes queimam camiseta de campanha a favor do governo durante protesto em Managua, na Nicarágua, na quarta-feira (15) Inti Ocon/AFP A crise social e política na Nicarágua resultou em mais de 300 mortes e quase 2.000 pessoas feridas, segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos. A organização denunciou execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e barreiras ao acesso à assistência médica num país que enfrenta protestos massivos contra o presidente Daniel Ortega. Em meio à crise, a Cepal projeta uma busca queda no crescimento econômico, que deve passar de 4,9%, em 2017, para 0,5% neste ano. O conflito teve um impacto profundo no turismo, no comércio e na agricultura, além de afetar exportações e investimentos. "Se o baixo crescimento persistir e as tensões sociais não se resolverem, deve-se esperar que os indicadores sociais comecem a deteriorar", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Daniel Titelman, diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal. Mas há um elemento importante na economia local, que são as remessas de nicaraguenses no exterior - o economista estima que não haverá redução desse volume, ao menos um fator positivo num país tão convulsionado. A Nicarágua representa 0,3% do PIB da América Latina e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 2.217 (cerca de R$ 8.600). O país tem 6,2 milhões de habitantes. Argentina em situação de emergência Manifestante joga pedra contra a polícia durante confrontos em frente ao Congresso da Argentina, em Buenos Aires. Deputados debatem a proposta de lei orçamentária para o próximo ano, que pretende implementar medidas de austeridade para o país, imerso em uma séria crise econômica Martin Acosta/Reuters A Argentina, com 44,5 milhões de habitantes, tem vivido dias sombrios. O presidente Mauricio Macri declarou que o país está em uma "situação de emergência" e anunciou um plano de ajuste que inclui uma redução no número de ministérios a menos da metade e volte a impor impostos sobre as exportações agrícolas. O peso argentino perdeu 50% de seu valor ante o dólar no último ano, e espera-se que a depreciação acelere ainda mais a inflação, que já superou os 30%. Além disso, a taxa de juros chegou a 60%, algo difícil de imaginar no primeiro trimestre, quando as coisas caminhavam dentro do previsto. Macri busca diminuir o déficit orçamentário para convencer investidores de que o país pagará sua dívida, uma das condições acordadas como parte de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 50 bilhões (o equivalente a quase R$ 195 bilhões). O governo esperava atingir um equilíbrio fiscal até 2020 e o adiantou para 2019, impondo-se uma meta difícil de alcançar. "A Argentina tem problemas de baixo crescimento, alta inflação e baixa credibilidade por parte dos mercados. Não é fácil manejar essa situação", afirma Titelman, da Cepal. A Cepal projeta que a economia argentina, que cresceu 2,9% em 2017, tenha uma queda de 0,3% neste ano. Terceira maior economia da região, a Argentina representa 11,7% do PIB regional e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 14.305 (cerca de R$ 56 mil). O Equador e o ajuste do gasto público Capital do Equador. 472619/Creative Commons O Equador cresceu 3% em 2017, principalmente graças ao aumento do consumo privado e do gasto público, financiado por meio de endividamentos. É justamente o tamanho da dívida uma das pressões econômicas que inquietam os analistas estrangeiros. Outro aspecto preocupante é que no ano passado o investimento caiu 0,5%, um dos fatores que fizeram a Cepal projetar um crescimento de 1,5% na economia do país neste ano. Como essa queda ocorreu em apenas 12 meses? "Os motores que empurravam a economia em 2017 se debilitaram", diz Titelman, da Cepal. No Equador, o petróleo tem um papel muito importante na economia, e a produção total do óleo teve uma queda de quase 3,4% em 2017. Isso, somado a outras incertezas, como o ajuste de gastos promovido pelo governo de Lenín Moreno, influenciaram na redução das projeções. A Cepal estima que haverá queda no consumo em meio a uma política monetária mais restritiva. O Equador é uma economia dolarizada altamente sujeita aos vaivéns externos. "Quando o dólar se valoriza, isso não convém ao Equador, porque ele perde competitividade", disse Titelman. E já que os EUA estão subindo as taxas de juros, novas nuvens podem surgir no horizonte. Frente a esses desafios, o governo equatoriano apostou em medidas de austeridade para reduzir o déficit e a dívida pública, com o intuito de aumentar a arrecadação. O plano foi anunciado em abril deste ano e deixou organismos internacionais e investidores esperançosos. O Equador representa 1,9% da economia latino-americana e registrou no ano passado um PIB per capita de US$ 6.199 (cerca de R$ 24 mil). O país tem 16,8 milhões de pessoas.

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